
Desconhece-se o mecanismo de formação da maioria das alterações na queratinização, mas se sabe que muitas vezes há correlação com outras doenças. Essas doenças podem ser de pele como infecção por fungos e alergias alimentares, podem ser alterações hormonais como o hipotireoidismo ou ainda influências ambientais. Em geral, a hiperqueratose da trufa não é relacionada com outras doenças concomitantes, não descartando o seu surgimento quando da presença de outras patologias.
Os sinais clínicos observados incluem o acúmulo de queratina no plano nasal na forma de um espessamento local, firmemente aderido, podendo aparecer também nos coxins podais. Essas áreas geralmente são ásperas e secas, com rachaduras e fissuras, podendo levar a formação de feridas por lambedura excessiva ou por coçar a região (raspando o focinho na terra ou coçando com a pata). O diagnóstico do problema é realizado pela presença da hiperqueratose nasal sem sinais adicionais de outras patologias. Para descarte de demais patologias pode-se lançar mão de exames de sangue e biópsia, mas isso varia de acordo com avaliação veterinária.
O tratamento se faz necessário se houver presença de lesões nasais ou podais com presença de infecção ou inflamação. Assim faz-se o tratamento com medicações especificas para a situação de uso sistêmico e local. Caso não houver demais complicações, é um problema meramente estético e não realmente de saúde, sendo assim pode não necessita de tratamento. Caso esteticamente estiver causando desconforto, podem-se utilizar géis e cremes hidratantes específicos, ajudando a melhorar a aparência e hidratação do local. Caso a hiperqueratose seja podal e esteja atrapalhando o caminhar do animal levando-o a mancar, recomenda-se a excisão cirúrgica dos excessos de queratina. Outras dicas que podem ser úteis incluem o uso de protetor solar durante passeio e evitar que o animal utilize o focinho na terra e assim machucando.
Fonte: www.bullblogingles.com