É uma lesão própria dos cães de raças grandes e gigantes, mas pode acometer também os bulldogs. O estômago se dilata e gira sobre o seu eixo comprimindo órgãos importantes (baço, diafragma) e a circulação sanguínea.
Quando se tem um cão “de risco” o melhor a fazer é prevenir, subdividir a quantidade de alimento em várias refeições e evitar qualquer exercício após as refeições.A Torção Gástrica é a rotação do estômago sobre ele mesmo devido à sua distensão ou dilatação.
Esta dilatação do estômago pode ser causada por vários motivos como, por exemplo, a aerofagia (que ocorre quando, por comer muito rapidamente, o
cão ingere ar juntamente com o alimento), a ingestão de alimentos secos, a prática de exercícios físicos antes ou logo após as refeições, a ingestão excessiva de água ou alimentos ou, até mesmo, devido a algum fator genético.
A torção gástrica pode levar o
animal ao estado de choque e até matá-lo em apenas 3 horas. Isso de deve ao fato de que a doença se manifesta pelo acúmulo de gazes no estômago do animal que, não conseguindo expulsa-los, tem o volume do estômago aumentado, o que pode resultar na necrose desse órgão pelo estrangulamento da parede estomacal.
Os sintomas mais freqüentes são: dificuldades para respirar, salivação excessiva, grande presença de gazes, pulso fraco, ânsia de vômito sem que o cão consiga vomitar, palidez das mucosas (olhos e boca), inquietação, aumento dos batimentos cardíacos e até mesmo a perda de
consciência.
A prevenção é o melhor remédio. Assim sendo, deve-se evitar alimentar o cão com grandes quantidades de ração de uma única vez, não permitir que o animal faça exercícios físicos de forma brusca depois das refeições e também em dias de calor intenso e, ainda, evitar a ingestão excessiva de água tanto após os exercícios quanto as refeições.